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Homo Deus na Saúde


Homo Deus na Saúde, inspirado na obra do historiador e filósofo Prof. Yuval Harari, Homo Deus: Uma Breve História do Amanhã, examina o que poderia acontecer ao mundo quando mitos antigos são acoplados a novas tecnologias divinas, como inteligência artificial e engenharia genética.


Vários pensadores futuristas e historiadores de relevância como o próprio Harari afirmam que existem vários futuros possíveis. No presente temos as pistas de todas as possibilidades que podem acontecer e são as nossas decisões e interações com o agora, que determinam os acontecimentos futuros.


E na saúde? A saúde do futuro, ou melhor dizendo, o futuro da saúde depende exclusivamente das atitudes individuais e coletivas realizadas no tempo presente.

Sobre a reflexão do Homo Sapiens, que é o nome dado à espécie dos seres humanos, de acordo com a classificação taxonômica. Esta é uma expressão latina que significa literalmente “homem sábio” ou “homem que sabe”.


Na saúde, sejamos realistas e sinceros, estamos mais para Neandertais do que para Sapiens, pois apesar de acreditarmos que sabemos o que estamos fazendo, isso não é bem verdade, a verdade é que estamos vivendo com uma “síndrome pseudo-divina do Homo Deus”.


Os novos deuses da saúde, poderosos, detentores do conhecimento e da cura instantânea através do uso de drogas e/ou cirurgias/tratamentos, desconsideram a história milenar da medicina, da crença, da fé, dos costumes, do comportamento, em nosso frágil e esgotado planeta, com uma humanidade doente.


Quais os sonhos que ainda poderemos viver, e quais os pesadelos reais que teremos que enfrentar?


O problema precisa ser enfrentado com a única arma, que passa por um mergulho profundo em direção ao aprendizado contínuo ou educação para toda vida — o Lifelong Learning — na busca de autoconhecimento e aperfeiçoamento profissional, que será demandado pela alegria ou pela dor do cenário da saúde.


A dor obriga a tomada de decisão, mas na alegria convivemos com o fator de transformação, pois o futuro da saúde não precisa ser trágico-distópico.


Esta busca pelo conhecimento não é adquirido apenas na faculdade, em um programa de MBA ou um título de PhD, é sim, antes de tudo, conhecimento desenvolvido na experiência, através de uma curva de aprendizado, na prática diária da função ou do cargo, em um ambiente coletivo, criativo, de co-criação, colaborativo e cooperativo, que produz dados e faz upcycling do conhecimento circular compartilhado, e com muita e muita humildade com espírito de liderança.


Por muito tempo, o setor de saúde esteve focado unicamente em seu core business médico, com o objetivo principal de fornecer medicina de ponta praticada por um corpo clínico altamente qualificado, com segurança dos procedimentos e qualidade, fatores de percepção intangível para pacientes e familiares que acessam o sistema. Neste contexto a saúde oferece apenas o básico, intrínseco da busca pela possibilidade do cuidado e da cura.


Vivemos ainda um período pré-histórico com o PACIENTE: um ser humano paciente, dependente, sem autonomia, nem dignidade e com praticamente, nenhum poder de escolha. A doença fragiliza o homem e medicina moderna desumaniza, com seu approach mecanicista.


Nas últimas duas décadas, várias mudanças vem ganhando espaço no setor de saúde, e já sentimos um pouco o desenvolvimento da Gestão na/da Saúde.


Assim, devido todas estas mudanças, e com o objetivo de contribuir para o aumento de conhecimento aplicado a gestão, discutir sobre as recentes práticas do mercado de saúde, suas estratégias e tendências, proponho através deste artigo inicial, uma série de encontros do “Homo Deus na Saúde”, para discussão, estudo de casos, debates e entrevistas com executivos do Brasil e dos EUA, com uma abordagem para a evolução do conceito atual e estratégias de gestão de/para a saúde. O objetivo é a amplificação das vozes e dos horizontes! Quer se juntar à nós neste grupo de conhecimento contínuo do ciclo de Lifelong Learning na saúde?

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