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Mudança no Comportamento do Médico e do Paciente

Atualizado: 30 de abr. de 2020


É uma pauta urgente da saúde no mundo discutir o rompimento de laços de vínculo e afeto na relação médico-paciente que aconteceu ao longo dos último anos, pois a sociedade mudou a visão que tinha do médico do passado. É fato a necessidade de resgate da confiança, e da humanização nas relações de saúde.


Para criar relacionamentos com uma conexão emocional os provedores de saúde devem entender as vontades, as necessidades e os desejos de seus clientes, escutando e criando vínculos emocionais. Não podemos nos esquecer também que a sociedade mudou e vem mudando a cada geração. Existem dissonâncias no atendimento médico, existe excesso de informação, muita tecnologia disponível e “os tempos são outros”.


Podemos afirmar que não existe mais a hierarquia na relação médico paciente, como no passado, onde o médico falava e o paciente escutava. Hoje temos uma relação difícil e que precisa ser, urgentemente, resgatada.


Hoje o “médico do convênio” muitas vezes não tem nome, perdeu sua identidade, induzido pelo modelo do sistema, ou por sua própria escolha. Houve também a mudança das necessidades, pois o paciente está mais exigente, passando a assumir um protagonismo nesta relação, agora como consumidor da saúde, não como sujeito passivo, como acontecia no passado.


É importante sempre lembrar que a Medicina não é feita esporadicamente numa única consulta. Precisamos reconstruir a relação de confiança para resgatarmos a essência do cuidado. A sociedade da doença, a sociedade da falta de tempo, também é uma consequência da mudança do comportamento entre médico e paciente.


A medicina de família, que até então era oferecida somente pelo SUS, é um dos pilares da mudança da saúde privada no Brasil e na construção de um novo sistema de saúde no mundo. O cuidado integrado, a visão holística do paciente, são etapas de uma grande transformação, chamada medicina primária, que estava no passado, e deve ser repensada para o futuro.


É crítico na saúde a desconfiança, a total falta de coordenação de acesso e alinhamento de processos, além do baixo nível de transparência, qualidade e segurança. É preciso um resgate imediato e o médico é a força motriz para esta transformação.


Confira o bate papo completo com o Prof. Dr. Evandro Tinoco no podcast e no canal de vídeo do Observatório Saúde, no www.observatoriosaude.com.br




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