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Mudança ou Transformação na Saúde?

Muitos dizem que buscam a transformação da saúde. Será que não estão buscando mudanças?



Vamos explicar: quando vemos uma evolução qualquer, de uma pessoa, de um setor, de um mercado, identificamos dois tipos de evolução, por mudança ou por transformação. Quando nos deparamos com uma evolução de transformação, não adianta fazer melhor aquilo que era feito, pois esta é a evolução por mudança, uma vez que você só quer melhorar. Para a transformação precisamos fazer aquilo que era feito de forma diferente, precisamos destruir o que nos trouxe até aqui.


Nos estudos sobre o futuro e na história da tecnologia, a teoria das mudanças aceleradas diz respeito ao aumento na taxa de inovação tecnológica progredindo ao longo da história, o que pode sugerir a mudança mais rápida e mais profunda no futuro.


Não podemos compreender a teoria das mudanças aceleradas somente pelo prisma da inovação tecnológica, uma vez que há também uma mudança social e cultural acelerada, que potencializa não a mudança, mas a transformação do comportamento humano de forma "supersônica", e isso não é uma mudança acelerada e sim uma transformação acelerada.


Alguns líderes da saúde vem afirmando que estão fazendo esta transformação do velho sistema de saúde para um ecossistema de saúde, mas a verdade é que estão fazendo mudança no velho sistema, melhorando o que era feito antes. Para começar a falar em transformação na saúde é preciso verdadeiramente trazer o paciente para a reconstrução do velho sistema.


Precisamos alterar o protagonista para esta tão esperada transformação da saúde que tanto esperamos, precisamos e falamos. Posso afirmar que para alcançarmos isso, o protagonista não será a operadora de saúde, o governo, o hospital ou o médico, mas sim eu e você, indivíduos doentes e saudáveis.


Serão necessários interlocutores para esta transformação, estes com conexões mais profundas com o consumidor/paciente. Na doença, com certeza o médico, não a operadora de saúde e nem o hospital, mas é necessário o resgate imediato da confiança e da relação com pacientes de várias gerações, com vários desejos, com várias culturas, com várias exigências, e com conhecimento em excesso. Na saúde o interlocutor não é o médico e sim uma marca que conecte com as emoções do consumidor da saúde, uma marca de saúde e não de doença, que se relacione com este consumidor não como paciente.


Vamos acelerar ! A velocidade não é de mudança e sim de transformação.

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