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O Super Paciente šŸ¦øā€ā™€ļø šŸ¦øā€ā™‚ļø



Hoje o ObservatĆ³rio SaĆŗde traz uma reflexĆ£o e um convite sobre o relevante capĆ­tulo do futuro da saĆŗde: O Super Paciente šŸ¦øā€ā™€ļøšŸ¦øā€ā™‚ļø.


Desde a dĆ©cada de noventa discute-se o modelo de relacionamento paternalista do profissional de saĆŗde-paciente, e sempre conclui-se que nĆ£o Ć© benĆ©fico.


O modelo paternalista Ć© descrito como uma entrega de pedaƧos de informaĆ§Ć£o que para os pacientes e familiares, com a justificativa que eles sĆ³ podem ser capazes de assimilar parte da informaĆ§Ć£o.


Muito se discute sobre o tempo, que hoje Ć© escasso aos profissionais da saĆŗde, e a mudanƧa do comportamento paternalista iria requerer ā€œgastarā€ mais tempo explicando e / ou discutindo informaƧƵes com os pacientes e seus familiares, que eles nĆ£o teriam que fazer de outra forma.


Os pacientes precisam cada vez mais serem encorajados a se tornarem atores ativos no autocuidado e na tomada de decisƵes compartilhada, como um processo colaborativo entre profissional de saĆŗde-paciente/familiares, uma a necessidade urgente, principalmente para o engajamento no cuidado.


Enfatizar a empoderamento ou capacitaĆ§Ć£o dos pacientes desencadeia um interpretaĆ§Ć£o de "poder" nos cuidados de saĆŗde como uma soma zero, o que significa que um ganho de poder para um lado (ou seja, o paciente) acarreta um perda correspondente para o outro lado (ou seja, o profissional de saĆŗde). Esta dicotomia Ć© inĆŗtil e um mentira, pois ambos sĆ£o atores do cuidado, e com a evoluĆ§Ć£o da sociedade e de seu comportamento, o profissional de saĆŗde nĆ£o Ć© mais o protagonista do cuidado e sim o coadjuvante, e isso nĆ£o diminui seu ā€œpoderā€, pelo contrĆ”rio.


Embora nĆ£o seja fĆ”cil, as atitudes profissionais e as prĆ”ticas devem ser reexaminadas, incluindo a visĆ£o dos pacientes como estĆ”tico e inalterado. Ɖ preciso ā€œdesaprender a estar no controleā€ quando os pacientes estĆ£o se tornando mais capacitados e empoderados. NĆ£o hĆ” a escolha, Ć© como negar a evoluĆ§Ć£o humana.


Ɖ sempre importante salientar que hoje os pacientes e familiares sĆ£o alfabetizados em saĆŗde e nĆ£o falta informaĆ§Ć£o, mas o conhecimento Ć© do profissional da saĆŗde, o qual o paciente confia, mas que precisa transferir este conhecimento, para que nĆ£o seja mais um obstĆ”culo na relaĆ§Ć£o profissionais da saĆŗde-paciente.


Ao convidar os pacientes e seus familiares para fazer perguntas, eles estarĆ£o mais dispostos a participar, melhorar sua educaĆ§Ć£o em saĆŗde, aumentar o engajamento, a fidelizaĆ§Ć£o no cuidado e consequentemente ao profissional da saĆŗde, que detĆ©m o conhecimento? As pessoas desenvolvem habilidades e conhecimentos ao longo do tempo sobre sua prĆ³pria saĆŗde, por isso devemos apoiar uma mudanƧa da relaĆ§Ć£o profissional de saĆŗde-paciente como uma relaĆ§Ć£o entre iguais, ou nĆ£o?


Como combinamos no Homo Deus na SaĆŗde, nossa construĆ§Ć£o de conteĆŗdo colaborativo, convido vocĆŖ a participar trazendo sua opiniĆ£o, sua visĆ£o, sua experiĆŖncia, suas consideraƧƵes para que possamos construir este livro colaborativo.

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