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Saúde: de lagarta à borboleta ?


Sem dúvida nenhuma o mercado de saúde vive uma transformação.


Podemos deixar o mercado conduzir a mudança no sistema de saúde de forma fragmentada, descoordenada e reativa, ou gerenciar a mudança de forma coordenada e deliberada para otimizar o impacto nos resultados dos pacientes e no desempenho da organização. Precisamos adotar uma abordagem proativa se quisermos ver essas mudanças tomarem forma mais cedo. Todas as partes interessadas - formuladores de políticas, pagadores, destinatários de cuidados e cuidadores - devem estar à mesa para permitir e entregar uma transformação eficaz.


Quando analisamos as empresas listadas na Bolsa de valores de 2020, e analisamos as maiores companhias no Brasil, tínhamos na sequência das 12 maiores empresas brasileiras na ordem: Petrobras, Itaú/Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil, JBS, Vale, Eletrobras, Itaúsa, Banco BTG Pactual, B3, Suzano e CPFL, dados de 13 de maio de 2020. Nenhuma empresa da saúde, nem perto !


No dia 7 de maio de 2021, quase 1 ano depois, onde continuamos analisar as empresas de capital aberto no Brasil, listadas na B3, encontramos outra sequência das 12 maiores, diferente, em vários aspectos, mas o que chama atenção é a chegada de dois "intrusos" do segmento de saúde nesta lista, na ordem: Vale, Itaú/Unibanco, Petrobras, Ambev, Bradesco, Santander, Weg, REDE D'OR (R$ 138 Bilhões), Magazine Luiza, Banco BTG Pactual, HAPVIDA/GNDI (R$ 107 Bilhões) e B3. Além disso, a maior fusão já realizada no Brasil, maior que do Itaú e Unibanco, foi da HAPVIDA/GNDI.



A pandemia ajudou a levar o setor de saúde até esta representatividade de capital? Não, pelo contrário, atrapalhou. Além destas que estão entre as 12 maiores, temos ainda o IPO da Rede Materdei (R$ 5 Bilhões), o Re-IPO da DASA (R$ 31 Bilhões) e o próximo IPO da Kora Saúde (R$ 1,6 Bilhão, de expectativa), todos nas cifras dos Bilhões.


Por que será então? Estão resolvendo o problema dos sistemas de saúde no mundo que são fragmentados e descoordenado, que geram custos insustentáveis. Estes negócios estão sendo projetados em torno de cuidados primários e comunitários robustos e acessíveis, onde equipes multidisciplinares coordenam todas as questões relacionadas à saúde. Seus modelos de negócios levam o cuidado para a casa do paciente através da saúde conectada. Estão focando na medicina personalizada, que aumenta a capacidade de prever e prevenir complicações agudas de doenças crônicas, evitando assim muitas hospitalizações e custos. A ciência, tecnologia, incentivos e cultura fazem parte do DNA destas empresas, e estão alinhados para a melhoria contínua e inovação, com as melhores práticas, perfeitamente incorporadas no processo de entrega integral da experiência de entrega de cuidado ao paciente e familiares.


E se não estiverem? De borboletas à dinossauros, em velocidade supersônica !

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